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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Minas Gerais e seus incríveis sabores

Escrito por Samuel Brito,
Acadêmico do curso de Gastronomia da Universidade Federal do Ceará.

Minas Gerais

Minas Gerais é um estado fantástico, não só quando o quesito é gastronomia, conhecer Minas é desvendar a história do Brasil, ver pedacinhos de cada povo que já passou por esse país em cada cidadezinha, nos casarões coloniais, nos contos mineiros e no seu povo, que com certeza é a melhor parte deste estado.
Tudo é realmente incrível, e como eu vim falar de comida, cá estou pra dividir o que tive a oportunidade de conhecer desse estado, que me acolheu tão bem na minha visita, e mostrar para o nosso querido leitor o que Minas tem de melhor.
 Seria impossível descrever cada item gastronômico que compõe a histórica mineira, me parece que cada mineiro carrega consigo um jeito diferente de fazer cada prato, seja no interior ou nas cidades maiores, mas uma coisa todos tem em comum, a fartura, nada para mineiro vem em porção pequena, tudo tem que ser farto (e isso claro, eu adorei)


Contexto histórico

A culinária mineira, assim como todas as outras, está fortemente ligada à história de sua região. Foi no século XVI, com a chegada dos portugueses atraídos pela riqueza de ouro e diamante, que as misturas de cultura aconteceram com mais intensidade dando origem a pratos muito conhecidos hoje.
Naquela época, em consonância principalmente com a rápida imigração, as cidades ficaram superlotadas e a falta de alimentos caracterizou uma consequência. Existem registros que afirmam que muitos imigrantes morriam de fome, mas com as mãos cheias de ouro. Em virtude da escassez, as negras cozinheiras tinham que usar pouco sal (ingrediente caro naquela época) e criar pratos feitos à base de componentes como feijão preto, milho, mandioca, frutas, raízes e folhas de todos os tipos. Assim, a cozinha mineira se fez da simplicidade, sem grandes requintes, mas com um ingrediente importante, a criatividade.
Na mesa, em qualquer que seja a combinação, o angu, a couve, o quiabo, a taioba entre outros, têm presença diária. Ingredientes que também nunca faltam na despensa são o milho e a mandioca. Com eles são feitos infinidades de pratos salgados e doces. No café da manhã, o dia se inicia com uma broa de fubá saída do forno, sempre regado a leite com café. O pão fresquinho com manteiga ou queijo também é sempre bem vindo.



Indicações do autor

 Em minas, como todos devem imaginar se come muito pão de queijo, mas você só acredita na quantidade que eles comem quando se chega lá, realmente eles adoram, mas o de lá é bem diferente dos que a gente come por ai, nada como sentar num barzinho de esquina em Minas e comer um pão de queijo, feito com o verdadeiro queijo canastra.



No mercado Central de BH você vai encontrar uma infinidade de produtos, principalmente cachaças, queijos e pimenta. Vale dar uma olhada também nos souvenirs e nas panelas de cobre.



                                          


                                          





Ainda em BH eu indico o restaurante Maria das Traças, famoso pela sua galinha ao molho pardo, que realmente é incrível ( O prato acompanha angu de milho, quiabo e arroz).



                                       




Caso você vá a Ouro Preto, não deixe de experimentar a coxinha do Barroco, impossível comer uma só, é sensacional (Coxinha não é típico de MG, mas virou referências gastronômicas na cidade de Ouro preto).



                                             



quarta-feira, 28 de maio de 2014

Brigadeiro, patrimônio nacional


Escrito por Aline Caetano,
acadêmica de Gastronomia na Universidade Federal do Ceará.

O Brigadeiro é um doce genuinamente brasileiro e está presente em todas as festas. Também chamado de “negrinho”, na região sul do país e de trufa brasileira por outros países, o doce foi criado por volta dos anos 1940 e sofreu poucas modificações de sua receita original.

Os ingredientes principais do brigadeiro são o leite condensado, achocolatado, manteiga e chocolate granulado para a cobertura. E por ser um doce tão popular da mesa brasileira, o brigadeiro acaba ganhando diversas versões além do tradicional formato de bola, como o brigadeiro de colher, servido em copinhos, com vários sabores além do chocolate e a mais nova moda, o brigadeiro gourmet, que preza pela qualidade dos ingredientes utilizados.



A origem do nome brigadeiro é uma homenagem ao Brigadeiro Eduardo Gomes. Logo após a queda de Getúlio Vargas, o brigadeiro se candidatou à presidência da República. Por ser um homem de boa aparência, o candidato conquistou um grupo de mulheres que organizavam festas para arrecadar fundos de campanha.

O doce foi criado durante a primeira campanha de Eduardo Gomes e era feito com leite, ovos, chocolate, manteiga e açúcar. Os doces eram vendidos nas festas organizadas pelos correligionários. Outras versões contam que o doce foi inventado por Heloísa Nabuco, socialight carioca, cuja família apoiava o brigadeiro, e por esse motivo resolveu dar ao doce a patente de Eduardo Gomes.

Foto de Campanha

 As festas de Eduardo Gomes eram muito disputadas e logo todos convidavam os amigos para comer o “docinho do brigadeiro”. Com o tempo, o nome foi dado ao doce, que sofreu modificações, com o uso do leite condensado. Eduardo Gomes perdeu as eleições para Gaspar Dutra, mas será eternamente lembrado pelo doce que carrega o seu nome.    


Fudge Ball x Brigadeiro


Fudge balls são docinhos semelhantes ao brigadeiro brasileiro. De origem estadunidense, o doce é uma reinivenção do tradicional fudge. O fudge original é um doce feito com leite, açúcar e manteiga e sua origem data desde o fim do século XIX.  

O primo americano do brigadeiro muitas vezes é erroneamente confundido em filmes e séries de tv. Fudge balls não são brigadeiros. Apesar dos doces serem a base de chocolate, o doce brasileiro é bem mais doce e cremoso que a bolinha dos Estados Unidos. Por conta do leite condensado, o brigadeiro do Brasil  tem uma textura bem mais semelhante com um caramelo. Já o diferencial das fudge ball, é a formação de cristais de açúcar. Essa cristalização garante um doce com textura mais firme, mas ainda suave e os cristais são tão pequenos que não é possível sentí-los, ou seja, o doce não fica com um aspecto granuloso.

Fudge balls
O brigadeiro é um doce cheio de possibilidades e história. O doce está ganhando cada vez mais espaço no mundo gastronômico e sendo reinventado a cada dia, com novos ingredientes e formatos e tendências, como os brigadeiros gourmet.  Não importa de que forma seja apresentado, o brigadeiro sempre será preferência nacional,

Bibliografia:

MOTTER, Juliana. O livro do Brigadeiro. Panda Books: São Paulo, 2010.

http://www.wisegeek.com/what-is-the-history-of-fudge.htm
http://revistalingua.uol.com.br/textos/78/o-doce-enigma-do-brigadeiro-255322-1.asp
http://www.historiadigital.org/curiosidades/a-origem-historica-do-doce-de-brigadeiro/